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As festas Bíblicas e Yeshua.

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default As festas Bíblicas e Yeshua.

Mensagem por Diego Yo'ets em Ter 21 Dez 2010, 5:33 pm



As festas bíblicas estão estreitamente ligadas à vinda do Ungido de D’us, o Mashiach. Ele é o alvo da Torah, pois com a sua manifestação a Torah se torna plena e é escrita na mente e no coração daqueles que recebem o seu testemunho e crêem no D’us único e verdadeiro. Certa vez Yeshua disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único D’us verdadeiro, e a Yeshua Ha Mashiach, a quem enviaste” (João 17:3).
Outro fator relevante é que as festas bíblicas são um memorial e ao mesmo tempo são proféticas. São um memorial na medida que lembram um acontecimento marcante da relação de D’us com os seus servos, o povo judeu. São proféticas, na medida que apontam para a primeira e a segunda vinda do Mashiach, que serão marcadas por acontecimentos especiais, que revelarão o propósito pleno das festas bíblicas. Se o aspecto memorial marcou o povo de Israel, o aspecto profético marcará Israel e todas as nações da terra. Dentro deste conceito, diríamos que as primeiras festas bíblicas tornaram-se plenas com a vinda do Mashiach, excetuando-se o Shabat, que por excelência é a plenitude das plenitudes.
Pêssach (páscoa) é marcada pelo livramento do nosso povo, Israel, da escravidão e da morte, através do sangue colocado na verga e em ambas as ombreiras das portas. Com a vinda o Mashiach, esta festa se torna plena, e todo aquele que confia nas suas palavras e recebe o seu testemunho, é livre da segunda morte, pelo sangue que, ele, o Filho de D’us, derramou no madeiro.
Matzot (pães ázimos) marca a saída do povo de Israel do Egito, lembrando o pão pobre, sem fermento, o matsá que tiveram que comer pois saíram apressadamente e o pão não fermentou. Com a vinda do Mashiach, somos livres do fermento do pecado e passamos por um processo de santificação, logo que saímos da escravidão do pecado e da carne, através do sangue do Cordeiro de D’us (Yeshua). O matsá lembra o corpo de Yeshua, que sem fermento, foi oferecido como sacrifício e nos livrou de todas as enfermidades, assim também como o Eterno protegeu Israel de todas as pragas que lançou sobre o Egito. Esta festa também se tornou plena com a primeira vinda do Mashiach, que através do seu sacrifício, nos concedeu redenção, justificação e santificação.
Shavuot (pentecostes - semanas) marca a entrega da Torah para o povo de Israel, quando houve uma presença muito intensa do espírito de D’us. Após a ressurreição do Mashiach, os apostólos estavam em Jerusalém justamente nesta festa, quando mais uma vez houve um presença intença do espírito do Eterno. Existe uma correlação direta destes dois fatos como lemos em Jeremias 31:33 e Ezequiel 36:27, pois em ambos os casos há o dom de língua onde a mensagem é dada em várias línguas e também pelo fato de que se a lei foi estabelecida na presença do espírito do Eterno, ela só pode ser cumprida através da ação do espírito de D'us no interior das pessoas. A lei é escrita no coração e na mente de quem recebe o espírito de D’us. Em razão disto, esta festa também alcançou plenitude com a primeira vinda do Mashiach.
Assim, cumprimos as três primeiras festas, excetuando o Shabat, que no final terá uma atenção especial. Estas festas como já foi dito, estão relacionadas com a primeira vinda do Mashiach e com a mensagem do evangelho (boas notícias) da graça de D’us. Em outras palavras, na primeira vinda do Mashiach, a ênfase foi a libertação pessoal e o estabelecimento do Reino de D’us nos corações daqueles que se aproximam dele numa atitude sincera e de total rendição. Agora entraremos no segundo ciclo de festas, que está relacionado à segunda vinda do Mashiach. É interessante que as três primeiras festas estão interligadas no que se refere à data em que são celebradas. Pêssach é no décimo quarto dia do mês de nissan. Matzot começa com a ceia de Pêssach, e continua por sete dias com a abstinência de alimentos que contenham fermento. Shavuot ocorre cinqüenta dias após a entrega das primícias (primeiros frutos da colheita), que é feita no dia seguinte ao primeiro dia de Pêssach. Após isto há um intervalo, e só no sétimo mês começa o novo ciclo de festas, que por sua vez estão interligadas e ocorrem todas no mesmo mês. Este intervalo aponta para o tempo que separa a primeira e a segunda vinda do Mashiach.
A segunda vinda tem uma ênfase diferente da primeira, embora faça parte do mesmo plano do Eterno que é a redenção da humanidade. Se na primeira vinda do Mashiach, o reino de D’us foi pregado com ênfase na redenção pessoal, na segunda vinda a ênfase será a redenção da terra. O Mashiach volta para assumir o governo mundial, vencer os inimigos de Israel e reinar em Jerusalém sobre toda a terra. Por isto se diz de Jerusalém: “Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono de D'us, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Eterno, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno” (Jeremias 3:17). Yeshua ira restaurar o trono de David, que é o trono de D’us na terra. Se na sua primeira vinda, o Mashiach foi chamado de Cordeiro de D’us, no seu retorno ele será chamado o Leão da Tribo de Judá. Haverá neste tempo uma benção para aqueles que dentre as nações receberam o testemunho de Yeshua, como também para os judeus que, em todas as gerações, foram fiéis ao chamado de D’us e para o remanescente do povo de Israel, que aceitarão o testemunho de Yeshua nos últimos dias. A igreja do Mashiach ocupará o governo das nações da terra e reinarão juntamente com Yeshua, como ele prometeu. O remanescente do povo judeu, morará em paz em Israel como o Eterno prometeu, e viverão no reino do Mashiach na terra, que como já foi dito reinará em Jerusalém. Os judeus fiéis em todas as gerações certamente terão um lugar especial neste contexto.
Diríamos então que a primeira vinda do Mashiach está ligada ao evangelho (boas notícias) da graça de D’us, e a segunda vinda está ligada ao evangelho (boas notícias) do reino de D’us. Vamos agora estudar o segundo ciclo das festas bíblicas e o Shabat correlacionado com a segunda vinda do Mashiach.
Yom Teruá (dia de ouvir a voz do shofar), que ocorre no primeiro dia do sétimo mês (Tishrei), é um momento de arrependimento, onde através da voz do shofar, o Espírito do Eterno chama o povo ao arrependimento. Profeticamente marca o momento quando a igreja do Mashiach será arrebatada. No texto bíblico acerca deste fato inclui o toque do shofar, que é a trombeta de D’us: “Porque o mesmo Senhor descerá com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de D’us (shofar); e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16,17). Além de que esta festa marca o momento quando Israel começa a se voltar para D’us de uma forma mais intensa. Esta festa só será plena a partir do arrebatamento da Igreja. Na carta de Paulo aos romanos isto fica ainda mais claro, quando diz: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo; que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades” (Romanos 11:25).
Yom Kipur (dia do perdão ou expiação), que ocorre dez dias após Yom Teruá, e era a ocasião quando o sumo sacerdote entrava uma vez por ano no santo dos santos, para interceder pelo povo de Israel. Profeticamente esta festa se tornará plena, quando todo o remanescente de Israel aceitar o testemunho de Yeshua, o Sumo Sacerdote espiritual de D’us. O versículo que marca este momento está no livro do profeta Zacarias: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12:10).
Finalmente temos a última festa, Sucot (tabernáculos ou cabanas), que ocorre no décimo quinto dia do sétimo mês (Tshirei), cinco dias após Yom Kipur, e lembra o tempo em que o nosso povo, Israel, estava no deserto morando em cabanas, e é marcado pela providência Divina, onde o Eterno supri todas as necessidades do povo. Profeticamente marca a segunda vinda do Mashiach, que irá tabernacular na terra por mil anos, reinando em Jerusalém, no trono de David, que é o trono de D’us na terra. Esta festa só será plena quando Yeshua voltar e livrar Israel de todos os seus opressores. No governo do Mashiach na terra, esta festa será celebrada todos os anos em Jerusalém, como lemos no livro do profeta Zacarias: “E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a festa das cabanas”. (Zacarias 14:16). Esta festa só será plena quando Yeshua estiver tabernaculando entre nós e reinando em Jerusalém.
O Shabat é especial porque ocorre durante todo o ano e interliga todas as festas bíblicas como já falamos. O shabat é um memorial da criação da terra, e profeticamente marcará a restauração da terra, que foi contaminada pela maldição, em razão da queda do homem. O Shabat é a janela para o reino espiritual de D’us. O Shabat aponta para a paz que irá imperar na terra no governo do Mashiach. O “shabat gadol”, ou seja, o grande shabat, será o milênio de paz, quando Yeshua reinará mil anos na terra. A cada sete dias, se guardarmos o shabat, podemos sentir uma amostra deste reino futuro de paz, e desfrutar da presença Divina do Todo-Poderoso. O shabat só será pleno no reinado do Mashiach sobre a terra. Sendo esta festa por excelência, a mais freqüente e rica em significados, vamos dar uma atenção especial, explicando com mais detalhas acerca dela.

O Shabat (O 7o dia – O Sábado)
- Gênesis 2:1-3, Êxodo 20:8-11 e 31:12-17, Levítico 23:3, Isaías 56:4-7, Hebreus 4:9 -

Shabat significa literalmente “descansar, cessar” e ocorre no sétimo dia de cada semana, começando na sexta-feira ao pôr do sol e terminando no sábado ao pôr do sol. O Shabat é um memorial da criação do mundo e ao mesmo tempo aponta para a era messiânica quando a terra será restaurada e se estabelecerá um governo de paz. É comum saldar a entrada do shabat com: “shabat shalom”, que significa “sábado de paz”. O Shabat Gadol (grande shabat) será aquele dia quando Yeshua voltar e reinar em Jerusalém sobre toda a terra. Um dia que durará mil anos de paz, alegria e harmonia entre os povos. Um tempo quando a glória de Israel será restaurada.
D’us abençou e santificou o shabat, como lemos em Gênesis 2:3 “E abençou D’us o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que D’us criara e fizera”. Assim também, quando guardamos o shabat, abrimos a porta para o espírito de D’us nos santificar através da Sua palavra, e somos abençoados, pois colocamos o Senhor em primeiro lugar. De certa forma isto é uma oferta e um ato de fé, pois paramos de trabalhar, ofertando nosso tempo ao Eterno e confiando que Ele nos suprirá todas as coisas. Por experiência própria, posso dizer, que quando se guarda o shabat voluntariamente e obedientemente, somos de fato santificados e abençoados de uma forma especial. Apesar disto, a nossa meta deveria ser apenas agradar ao Senhor e desfrutar deste dia, que nos foi dado graciosamente para descansarmos e nos consagrarmos a Ele. Assim, separados para o Eterno, num encontro marcado a cada sete dias, nos alegremos da presença do nosso D’us.
O Shabat é também um tempo separado para o estudo da palavra de D’us e para tomar tempo com a família. Yeshua disse que ele era o Senhor do Shabat (Mateus 12:Cool, porque ele é o mensageiro de D’us para estabelecer o grande shabat (milênio de paz), e ao mesmo tempo é o portador da palavra Divina do Eterno, como lemos em Apocalipse 19:13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de D’us”. Ele também é o príncipe da paz, que ao vencer a batalha do armagedom, contra as forças das trevas e as nações que se levantaram contra Israel, finalmente estabelecerá o trono de D’us na terra, que é o trono de Davi, e reinará em Jerusalém sobre todas as nações.
Como as outras festas, o shabat é um estatuto perpétuo, e por isto continuará a ser celebrado no milênio. De certa forma o shabat interliga as outras festas, pois a cada sete dias há festa na congregação do povo de D’us. O Eterno estabelece tantas festas e em especial o Shabat, que além de ser a primeira a ser instituída é a mais frequente, porque Ele é o Todo Poderoso e o povo que O segue é um povo vitorioso, e só os vitoriosos fazem festa! O shabat foi estabelecido primeiro como um memorial da criação para toda humanidade, depois passou a ser um sinal de aliança para com Israel, e após a vinda do Mashiach, foi estendido para todos aqueles que receberam o seu testemunho e foram exertados na oliveira. Na carta aos Hebreus 4:9, lemos: “Portanto resta um descanso sabático para o povo de D’us”. Algumas bíblias estão traduzidas como “repouso”, mas o termo grego é “sabatismos”, que significa literalmente “descanso no shabat”. Os termos em grego, usados para repouso são: “katapausis”, “anapausis” ou “koimesis”. O termo “sabatismos” só é usado no versículo citado, e é de estranhar que alguns tradutores têm omitido o termo descanso sabático. Certamente é uma forma de evitar a discussão acerca do verdadeiro descanso estabelecido pelo Eterno, que é no sétimo dia, e que jamais isto foi mudado pelo Senhor.
Alguns argumentam que o shabat é uma aliança exclusiva para o povo judeu, mas a palavra do Eterno nos ensina que não, pois o shabat na verdade é um santuário no tempo, que pode abrigar todas as pessoas do mundo. O santuário no espaço, o Templo, foi destruído, mas o shabat é indestrutível enquanto vivermos neste mundo temporal. No livro do profeta Isaías, lemos: “E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado (shabat), não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:6,7). Porém, é bom deixar claro que segundo a decisão dos apóstolos, no único concílio realmente legítimo, que está relatado no livro de Atos, capítulo 15, o Shabat não é obrigatório para aqueles que através do Messias foram enxertados na oliveira. Obviamente como lemos acima, o Eterno honrará aqueles que embora não fossem judeus ao se aproximarem do Eterno o honraram guardando o sétimo dia. Mas não podemos relacionar o shabat a salvação e dizer que toda a igreja tem a obrigação de guardar o shabat em detrimento da sua própria salvação. Quanto a obrigatoriedade do Shabat, ela existe para o povo de Israel, pois está incluído na aliança do Sinai que permanece enquanto existir o céu e a terra como Yeshua nos ensinou (Mateus 5:17-19). Neste caso mesmo um judeu que aceitou o testemunho de Yeshua é obrigado a guardar o shabat e o descumprimento é constituído como um pecado de desobediência e infidelidade para com D'us.
Quanto a esta estória de que o domingo substituiu o shabat, vem de uma decisão do papa Xisto 4o, em meados do quarto século. Certamente isto foi uma estratégia maligna para desviar o povo de D’us do descanso sabático. Uma decisão de um papa ou de um concílio ocorrido após a época dos apóstolos, não tem autoridade para anular um preceito instituído pelo D’us Todo Poderoso. O shabat é tão prezado pelo Senhor, que está entre os dez mandamentos, que são os preceitos que expressam as coisas que mais agradam ao Eterno, e as coisas que mais o aborrecem. Nos nossos dias, a igreja do Mashiach na sua maioria, não tem um descanso semanal, segundo o conceito de descanso encontrado na Torah. O domingo, que supostamente substituiu o shabat, na verdade não é guardado como um dia de descanso, e nem poderia ser, pois não tem o aval do Reino dos Céus. O domingo é mais um dogma instituído pela igreja romana, e precisamos ter a coragem de desfazer este engano e restabelecer a ordem, segundo a palavra de D’us.
Quando guardamos o shabat, precisamos ter cuidado de não faze-lo de forma legalista, pois o Mashiach repreendeu esta forma de agir. Por outro lado não podemos ir ao outro extremo, e agirmos levianamente dizendo que guardamos o shabat e ao mesmo tempo quebrando deliberadamente princípios que envolvem o cumprimento deste preceito. É preciso ter equilíbrio, e isto só ocorre quando nos submetemos a orientação do Espírito de D’us. O que Yeshua explicou para os fariseus acerca do Shabat, é que em alguns casos a vida é mais importante do que o preceito. Sendo assim, ele curou no shabat, da mesma forma que nos nossos dias um hospital funciona no shabat, mesmo em Israel. Um outro caso diz respeito a circuncisão, que é feita no oitavo dia após o nascimento de uma criança judia. Se por acaso cair no sábado, é feito mesmo assim, embora se constitua como um trabalho. Na verdade, Yeshua não estava combatendo o shabat e jamais combateu a Torah, mas estava condenando a maneira legalista como os fariseus estavam lidando com os preceitos. O equilíbrio que devemos ter ao lidar com os mandamentos está ligado ao quanto de fato conhecemos o Senhor, nosso D’us. Na medida que nos relacionamos com o Eterno, entramos em contato com a Sua misericórdia e a Sua justiça, e isto provoca em nós dois sentimentos: a esperança do perdão e o temor do Senhor. Se pautarmos nossa caminhada nestas duas característica do caráter de D’us, não nos tornaremos nem legalistas nem lenientes. Seremos diligentes para fazer a vontade de D’us e nos submetermos ao padrão estabelecido por Ele na Sua palavra e ao mesmo tempo, quando errarmos, buscaremos com confiança a Sua misericórdia, tendo como aval o sacrifício de Yeshua, que intercede por nós no trono do Eterno. Os versículos que serão citados, refletem bem este equilíbrio: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” – “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” – “Todo aquele que é nascido de D’us não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de D’us” – “Considerai pois a bondade (misericórdia) e a severidade (justiça) de D’us: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de D’us, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado” (1 João 1:8,9; 1 João 2:4; 1 João 3:9; Romanos 11:22).
Então, vamos guardar o shabat com equilíbrio e agradarmos ao Eterno. Certamente seremos abençoados, pois como disse o Messias: “O shabat foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do shabat” (Marcos 2:27).

Obs.: Aprenda sobre a relação das festas bíblica e o o nosso crescimento pessoal e o singnificado mais profundo sobre cada festa na apostila do nosso seminário: “As Festas Bíblicas”

Marcos Andrade Abrão
Líder da Congregação Judaico Messiânica: Beit Adonai Shamá (O Eterno está ali!).
Presidente do Ministério Pedras Vivas.

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Mensagem por Diego Yo'ets em Qua 05 Jan 2011, 5:11 pm

Em Levíticos 23 o Senhor estabelece as festas fixas para o seu povo, não apenas como momentos comemorativos ou festivos, mas como santas e solenes convocações, em que todos devem participar. São em número de sete essas festas: a páscoa (pesach), os pães ázimos (matzot), as primícias (bakurim), o pentecoste (shavuot), as trombetas (zikaron teruah), a expiação (yom kipur ou kipurim) e tabernáculos (sucot). Três dessas festas são as principais, nas quais é obrigatória a presença de todos os homens: pesach, shavuot e sucot.

VIVEMOS HOJE UM TEMPO DE RESTAURAÇÃO DA NOIVA

Restauração tem um significado diferente de reforma. No passado a igreja já passou por uma reforma, com Martinho Lutero e os reformadores, mas hoje ela está passando por um processo de restauração. Reformar significa dar nova forma; diferentemente de restaurar, que significa retornar ao estado original, não se podendo adicionar nada que seja autêntico em relação ao estado original do objeto restaurado. Hoje, a Noiva está sendo restaurada para encontrar o noivo.

A Igreja primitiva num primeiro momento se distanciou e, com o tempo, se desvinculou de Israel-Jerusalém, perdeu sua originalidade e assimilou valores, cultura e tradições de Roma e do paganismo. É preciso conhecer como se deu historicamente esse processo, para compreendermos o que D'us está fazendo hoje em sua igreja. Resumidamente, podemos identificar os seguintes ventos estranhos que sopraram sobre a igreja:

- Deixou de celebrar as festas bíblicas e adotou festas pagãs;
- Deixou de reunir-se nas casas, em pequenos grupos e no templo (Atos 5:42; 20:20), para se reunir apenas no templo;
- Trocou o sábado de descanso pelo domingo de descanso;
- Introduziu culto a santos, imagens e a Maria;
- A igreja primitiva celebrava as festas bíblicas, como podemos ver em I Coríntios 5:7-8 e 16:8; o próprio Yeshua celebrou as festas bíblicas, como pentecostes e tabernáculos (Mateus 26:17 e João 7:10 e 14).

O cristianismo era uma ramificação do judaísmo, já que os discípulos eram conhecidos como os “do caminho” ou “nazarenos” e freqüentavam e ensinavam nas sinagogas (Atos 19:Cool. O que aconteceu para que um cisma ocorresse entre as comunidades judaicas e as gentílicas?

Para obter a resposta a esta pergunta é necessário conhecer o panorama dos acontecimentos históricos, dos quais sintetizo alguns:

- No ano 70d.C. houve a destruição do Templo, ordenada pelo imperador Tito. Jerusalém deixou de ser o centro da fé cristã e judaica. - No ano 132d.C. houve a Segunda Revolta Judia contra Roma. Seu líder chegou a ser proclamado Messias pelo rabi Akiva, provocando grande repercussão que distanciou os cristãos dos judeus. - No ano 135d.C. o imperador Adriano expulsou todos os judeus de Jerusalém. Mais tarde permitiu sua reconstrução, mas mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina e o da Judéia para Síria Palestina. - No ano 306d.C. Constantino tornou-se o primeiro imperador cristão, oficializando o cristianismo e decretou que dali em diante a terra de Israel não mais pertencia ao povo judeu e sim à igreja cristã e a Roma. - Em 313d.C. as Sinagogas foram tornadas fora da lei e os judeus queimados caso não cumprissem a lei romana, a perseguição que antes era anti-cristã tornou-se anti-judaica, aprofundando cada mais o fosso entre a igreja e o judaísmo. - O Concílio de Nicéia aprovou a substituição de Israel pela Igreja e estabeleceu Roma como o centro da igreja, dando origem à teologia da substituição. - Daí em diante já são mais conhecidos os episódios da Idade Média, das Cruzadas, da Reforma (que não restaurou, mas sim reformou) e do Holocausto, estabelecendo definitivamente a cisão entre o judaísmo e o cristianismo.

D'us ROMPEU SUA ALIANÇA COM ISRAEL E COM O POVO JUDEU?

Paulo começa o capítulo 11 de sua carta aos Romanos fazendo essa mesma indagação para, prontamente, responder: Não! Segundo o apóstolo Paulo, pela transgressão do povo judeu (ao não aceitar Yeshua como seu Mashiach) veio a salvação aos gentios (v. 11). Somos a oliveira brava, enxertada e tornada participante da raiz e da seiva da oliveira verdadeira, Israel (v. 17). Não devemos nos gloriar ou ensorbebecer daqueles ramos que foram cortados para que fôssemos enxertados (vv. 20,21). Eles também serão enxertados (v. 24).

A aliança de D'us com Israel e com o povo judeu é perpétua, como está explícita e claramente declarado pelo Senhor em Jeremias 31:35-37. O próprio Yeshua regerá as nações a partir de Jerusalém, como podemos ver em Isaias 2:2-4, pois de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor.

DEVE O CRISTÃO CELEBRAR AS FESTAS BÍBLICAS?

O apóstolo Paulo em sua carta aos Colossenses 2:16-17 nos diz que as festas bíblicas são sombras de coisas que haviam de vir. Logo, elas têm um significado, um conteúdo, apontando para algo que D'us realizaria no meio do seu povo. A celebração das festas bíblicas é de grande valia espiritual pois falam do Messias e apontam para um estado de libertação e crescimento espiritual, conforme podemos observar no significado da seqüência e do conteúdo de cada uma delas estabelecida por D'us.

Na Páscoa nos perguntamos se saímos realmente do Egito (o mundo), do sistema de escravidão e do pecado.

A festa dos Pães Ázimos nos fala do fermento, da velha natureza humana e do pecado. No Pentecostes meditamos sobre os dons do Espírito Santo e tomamos posse daqueles que ainda não se manifestaram em nossas vidas.

No Tabernáculos vamos meditar em que medida temos permitido ao Messias tabernacular (habitar) em nós, sendo a presença dEle real e constante em nós, nos tornando em água viva.

As festas bíblicas são proféticas, revelam verdades de D'us e possibilitam nossa santificação. Cada festa tem seu significado, tem seu conteúdo, absolutamente válido até os nossos dias, e para que possamos compreender essa verdade bíblica, vamos exemplificar com duas dessas festas, a Páscoa e Tabernáculos.

Entendendo o sentido das festas bíblicas:

PÁSCOA

1º. É necessário passar o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas da casa, onde o cordeiro será comido (Êxodo 12:7)
Para nós isso significa o nascer de novo, recebendo o perdão pelo sangue do cordeiro (Romanos 5:8-9) e comer o cordeiro significa tê-lo dentro de nós (I Coríntios 2:6).

2º. É necessário sair do Egito, que representa o sistema do mundo, não apenas sair mas ser liberto dele (João 1:29)

3º. Celebrando a festa da Páscoa, o Senhor passa estabelecendo juízo aos deuses (demônios) locais.
O apóstolo Paulo nos ensinou a celebrar os Pães Ázimos e a Páscoa como pães da sinceridade e da verdade (I Coríntios 5:7-Cool.

FESTA DOS TABERNÁCULOS:

A Festa dos Tabernáculos aponta para o passado (páscoa), o presente (pentecostes) e o futuro (a volta de Yeshua). Todas as festas anteriores são uma preparação para esta festa, a mais importante de todas (Levíticos 23:33-43), que significa Yeshua Ha Mashiach tabernaculando em nossos corações para sempre.

Originalmente era uma festa agrícola.

1º. A lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento provido pelo Senhor.

2º. A fragilidade das tendas construídas era lembrança da fragilidade do povo quando peregrinava no deserto, a caminho da Terra Prometida. A tenda, barraca (sucah) ou as tendas, barracas (sucot), eram pequenas: sem compartimentos, obrigando seus moradores a se aproximarem física e afetivamente, promovendo união e unidade; a cobertura: devendo permitir ver as estrelas, lembrando o criador e sua provisão; sem estrutura sofisticada: simples, inspirando o lar dos seus habitantes; é abrigo provisório: temporário, mas símbolo da permanência e continuidade, de que um dia teremos um corpo definitivo revestido de glória. Nosso corpo é tabernáculo do D'us altíssimo. A apóstolo João em seu evangelho, no capítulo 7, versículo 10 nos mostra Yeshua na festa dos Tabernáculos em Jerusalém. Imagine a cena: o cortejo dos sacerdotes vestidos de branco, os levitas, os instrumentistas, o derramamento da água dos cântaros no altar e Ele... Yeshua, o Logos, a Palavra Viva, explodindo num grito carregado de misericórdia: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (vv. 37-38).

Neste momento em que comemoramos Tabernáculos, em que o Senhor está restaurando sua noiva e tornando-a de volta à raiz da oliveira verdadeira, nosso entendimento se abre e passamos a compreender o plano de D'us para salvação da humanidade, desde os pequenos preparativos, os pequenos detalhes, até o momento atual. O amor e a alegria da igreja por Israel e pelo povo judeu é também restaurado, renovando essa aliança estabelecida pelo próprio criador. Se o povo judeu comemora as festas bíblicas ainda na sombra das coisas que viriam, nós conhecemos a Estrela da Manhã e comemoramos as festas bíblicas tendo Yeshua como o motivo de nossa alegria.

“Odê Adonai bechol libi, assaperá col nifleotêcha” (Louvar-Te-ei, ó Eterno, com todo o meu coração; sobre todas as Tuas maravilhas contarei) Salmo 9:2

Pr. Fidelis Paixão
http://www.iemar.org.br/materia.asp?materia=63

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default Re: As festas Bíblicas e Yeshua.

Mensagem por Diego Yo'ets em Sex 16 Mar 2012, 4:01 pm


Vejamos:

AT 18:21 "É-me de todo preciso celebrar a solenidade que vem em Jerusalém, mas querendo YHWH,outra vez voltarei a vós”.

Paulo se esforçava para participar das solenidades!

1 Co 16:8 - "Ficarei, porém, em Éfeso até o Pentecostes"


Paulo não quereria entrar no periodo festivo na estrada (viajando). Paulo queria festejar com os Efesos o pentecostes, Festa tal que demarcou o inicio do Judaísmo Messiânico e tais judeus estavam lá comemorando o Pentecoste (At 2).

Tbm está escrito :“...Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes” (Atos 20:16)

Paulo se preocupava com as solenidades e se esforçava para comemorá-las.

De acordo com a pessach realizada por Yeshua:
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa... Por isso façamos a festa não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (I Cor 5:7-Cool

“E depois dos dias dos pães ázimo, navegamos de Filipos, e em cinco dias fomos ter com eles a Trôade, onde estivemos sete dias” (Atos 20:6)

Paulo era zeloso pela Torah e não é de se adimirar que as festas como um estátuto perpétuo jamais poderia estar de fora da sua vida e rotina.

lehi.

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Mensagem por Anderson de Carvalho em Sab 31 Mar 2012, 11:16 am

Shabat Shalom para todos!

É gratificante quando temos a oportunidade de aprender a Bíblia em seu contexto original.
Em João 7:37, está escrito: "E, no último dia, o grande dia da festa, Yeshua pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba."
A Festa era a de Sukot (Tabernáculos), e por que Yeshua clamou estas palavras diante da multidão?
Neste último dia, o 8° dia da Festa, o Sumo Sacerdote saía com uma bacia de bronze em direção a fonte de Siloé com uma multidão atrás dele, com ramos de 4 espécies de vegetais, clamando palavras do Salmo 118.
O Sumo Sacerdote descia do monte Moriá, passava pelo vale de Quidron e então recolhia água desta fonte.
Depois ele retornava para o Templo trazendo aquela água e, aproximando-se do Altar, ele derramava todo o conteúdo da bacia sobre aquele Altar como Oferta de Libação, dando depois 7 voltas em torno deste Altar orando a YHWH pedindo água (chuva) e salvação (Salmo 118).
E todo o povo clamava com ele, sacudindo os ramos das 4 espécies de vegetais.

As evidências apontam para quando neste momento, Yeshua vendo esta celebração no Templo, Ele se levanta e clama: "Se alguém tem sede, que venha a mim e beba." Depois Ele afirma no verso 38: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre."
Segundo o Rosh Matheus Zandona, Yeshua se referiu a um texto do livro de Isaías, capítulo 12, verso 3: "E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação."

Aprendemos muito com uma contextualização coerente com as profecias bíblicas, as épocas, os acontecimentos históricos, as tradições e os costumes. Assim, podemos entender melhor as Escrituras, para quem e para qual propósito foram ditas e escritas muitas mensagens e ensinos.

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Mensagem por Diego Yo'ets em Sab 31 Mar 2012, 6:54 pm

Shalom Ran..

Randfal escreveu: As evidências apontam para quando neste momento, Yeshua vendo esta celebração no Templo, Ele se levanta e clama: "Se alguém tem sede, que venha a mim e beba." Depois Ele afirma no verso 38: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre."
Segundo o Rosh Matheus Zandona, Yeshua se referiu a um texto do livro de Isaías, capítulo 12, verso 3: "E vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação."

Eu tive uma revelação muito profunda sobre esse assunto, e uma das coisas que pude segurar como a mais profunda verdade é perceber que de fato do Messias correm águas vivas. Quando ainda no deserto o povo que era conduzido por Moshe, murmurou e pediu água, então Moisés levou os queixumes a Adonay, que prontamente apontou a ROCHA para ser tocada e dela sair fontes que saciasse o povo, então Moises foi lá e a bateu com força em demasia e com isso aprendo algumas coisas, e dentre elas:


* Que somos murmuradores.
* Que quando um homem reza a D'us, toda uma nação se beneficia.
* Que Adonay, hoje nos aponta a Yeshua como a ROCHA.
* Que nós sempre batemos forte de mais na Rocha, mas ainda assim a água jorra.
* Que o povo ainda hj reclama de barriga cheia, pois a Rocha está ai pra quem queira.

Bata e sairá a água que buscas.....

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Mensagem por Anderson de Carvalho em Sab 31 Mar 2012, 7:12 pm

Shalom para todos!

Caro irmão Diego:

Me dói muito o coração por saber o quanto a Igreja perde por não querer saber sobre os princípios espirituais contidos nas Festas de Israel, como a Igreja poderia aprender mais sobre os propósitos do Eterno com o Seu povo.
Eu faço o que posso na EBD onde congrego para mostrar a importância de se restaurar as raízes da Fé, e graças a D'us, a lição da revista deste trimestre traz no título: "REPENSANDO A IGREJA?"

Isto tem me dado uma chance enorme de falar sobre a Restauração, principalmente quando uma das lições trata da tal "nova reforma".

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