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“Fazei, pois morrer, a vossa natureza carnal...” (Cl 3:5a)

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default “Fazei, pois morrer, a vossa natureza carnal...” (Cl 3:5a)

Mensagem por Patrick em Qui 25 Nov 2010, 4:26 pm

www.testemunhadeyeshua.com M: Patrick P Vargas

“Fazei, pois morrer, a vossa natureza carnal...” (Cl 3:5a)


A vida é renovada todos os dias pela oração, e suplica diante de Elohim. A oração nos dá uma nova aparência, substituindo as rugas que decorrem geralmente da idade, dos desgostos ou até mesmo das preocupações. A oração recompõe e revigora.

Oremos:
LAMENTAÇÕES 3:22-42
“As misericórdias do Eterno são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Eterno, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o Eterno para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Eterno, e isso, em silêncio. Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Se assente solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Elohim pôs sobre ele; ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança. Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta. Adonai não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens. Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra, perverter o direito do homem perante o Altíssimo, subverter ao homem no seu pleito, não o veria Adonai? Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando Adonai o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem? Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Eterno. Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Elohim nos céus, dizendo: Nós prevaricamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.”

Será que o Eterno está evocando um rejuvenescimento físico? Com certeza, não! Ele está convocando-nos a uma transformação interior.

ROMANOS 12:2
“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis, qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Elohim.”

Isso vai requerer uma rendição total, ou seja: pedir um juízo, aplicação de uma pena para nós mesmos. Agindo assim, estou reclamando como direito. Eu aspiro e desejo ser transformado, como Paulo prescreve em:

COLOSSENSES 3:5-10
“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Elohim sobre os filhos da desobediência. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;”

O Espírito Santo faz à seguinte denúncia a nosso respeito. O coração de vocês é “Terra Colcci”, terra sensual, terra animal – É o coração segundo a parábola do semeador

CF. MATEUS 13:18-22
“Escutai vós, pois, a parábola do semeador. Ouvindo alguém a palavra do Reino e não a entendendo, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho; porém o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo; antes, é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da Palavra, logo se ofende;”

A filosofia “Colcci” é identificada porque seus adeptos agem pelo instinto, cujo propósito é formar uma geração para os últimos dias, com normas e comportamentos sensuais.
*Instinto é o primeiro movimento que dirige o homem e os animais em seu procedimento. É uma ação sem reflexão, que não obedece a leis nem autoridades.

O individuo “Colcci” (sensual), na maioria das vezes, é impulsionado conscientemente, porque são experimentados no comportamento que querem determinar. Muitos provocam reações nas pessoas, apenas com palavras – sabem que a palavra em si é criadora de valores.

Yeshua ensina:MATEUS 12:36-37

“... toda palavra ociosa, (inútil e nociva) que os homens pronunciam, eles deverão dar conta no dia do juízo. Sim, por tuas palavras és justificado, e por tuas palavras és condenado.”

Assim, esse conjunto de ações e palavras pecaminosas é chamado de “síndrome de desobediência” (doença infecciosa que precisa ser expiada pela oração).

CF. NÚMEROS 16:41-49
“Mas, no dia seguinte, toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: Vós matastes o povo do Eterno. E aconteceu que, ajuntando-se a congregação contra Moisés e Arão e virando-se para a tenda da congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a glória do Eterno apareceu. Vieram, pois, Moisés e Arão perante a tenda da congregação. Então, falou o Eterno a Moisés, dizendo: Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei como num momento; então, se prostraram sobre o seu rosto, e disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do Eterno; já começou a praga. E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação; e eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga. E os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Coré.”

Toda esta sucessão de sentimentos, idéias, pensamentos e palavras provêm de uma única fonte: “Terra Colcci” – coração sensual – por ser o homem amante de si mesmo. Este é o indivíduo dos últimos dias.

O apóstolo Paulo escreve na segunda epístola a Timóteo, minuciosamente, quais são as características do homem e da mulher dos últimos dias.

II TIMÓTEO 3:1-2a
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão amantes de si mesmos...”
*Este é o primeiro conceito traçado por Paulo “... os homens serão amantes de si mesmos...”

Este conceito encabeça e dirige os atributos seguintes, percorrendo com exatidão a maneira de conduzir do indivíduo, que é estimulado pelo extinto, vejamos:

II TIMÓTEO 3:2-5
“... gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos prazeres que amigos de Elohim tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também destes.”

A expressão: “culto a si mesmo”, pode ser encontrada em:

COLOSSENSES 2:23
“Tem na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário (culto a si mesmo) humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não tem valor algum contra satisfação da carne.”

O apóstolo Paulo ensina que tudo isso só tem aparência de sabedoria, sem qualquer substância ou evidência espiritual – “Não têm valor algum contra a sensualidade.” Ou seja: tais coisas não possuem essência, nem robustez; não têm valor, mas realmente promovem a satisfação carnal. *Promove para elevar a carne a um grau superior. Finalizando: tudo isso é uma sucessão de sentimentos e ações carnais do homem dos últimos dias.
*Dar impulso a: pôr em execução a ganância, presunção, desobediência a pai e a mãe, ingratidão, falta de afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis.

Essa gama de pensamentos e idéias da carne é dotada de poderosa ação fisiológica. Paulo quer dizer: “culto a si mesmo” – é simplesmente uma manifestação da força da carne, e é claro, não honra a Elohim.

A Torah em (Deuteronômio 16:18-20) trata da administração da justiça:
“Juízes e oficiais porás em todas as tuas portas que o Eterno, teu Elohim, te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com juízo de justiça. Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos. A justiça, somente a justiça seguirás, para que vivas e possuas em herança a terra que te dará o Eterno, teu Elohim.”

Reserva também, no Livro de Deuteronômio, dois versículos, encerrando o capítulo dezesseis, para ajustar a questão de: “não estabelecer um poste ídolo junto altar que levantares para Elohîms teu Elohim. Nem levantarás para ti estátuas, coisas que o Eterno teu Elohim detesta.” (Dt 16:21-22) Por quê? Creio que primeiro teremos de administrar “justiça privada” – julgar a pendência particular, ou seja, a disputa entre o altar de Elohîms e um altar para si mesmo. Só estaremos aptos para o exercício legal da justiça, quando a natureza carnal estiver subjugada ao comando do Espírito Santo.

Em nenhum lugar da Escritura, o direito se apresenta como obra de um governo, de um partido ou de um soberano. A prática da justiça é uma ordem Sagrada, da qual o juiz ou soberano é “servidor”; não é lícito modificá-la.

A execução das leis é confiada a juizes, que nos tempos bíblicos, não eram profissionais. Em contrapartida, quando se recorria ao Supremo Tribunal situado em Jerusalém (no lugar escolhido), os juízes eram escolhidos entre os Kohanîms – sacerdotes da tribo de Levi.

CF. DEUTERONÔMIO 17:8-13
“Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre caso e caso de homicídio, e de demanda e demanda, e de violência e violência, e outras questões de litígio, então, te levantarás e subirás ao lugar que o Eterno, teu Elohim, escolher. Virás aos levitas sacerdotes e ao juiz que houver naqueles dias; inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. E farás segundo o mandado da palavra que te anunciarem do lugar que o Eterno escolher; e terás cuidado de fazer consoante tudo o que te ensinarem. Segundo o mandado da lei que te ensinarem e de acordo com o juízo que te disserem, farás; da sentença que te anunciarem não te desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Eterno, teu Elohim nem ao juiz, esse morrerá; e eliminarás o mal de Israel, para que todo o povo o ouça, tema e jamais se ensoberbeça.”

Os ministrantes, os Levi, são encarregados de administrar o serviço litúrgico e de ensinar a Lei. Para aquele que ensina a Lei do Eterno, se faz necessário ser um perito, versado no ofício e no conhecimento adquirido pela prática do *exercício.
*Exercício é uma tarefa dada a alunos para adquirir vigor agilidade ou aprendizagem de um ofício. A Congregação Rechovot recebe do Eterno, a cada ciclo anual, um exercício para aferir e consolidar uma lição; chamamos de “dever de casa”.

A formulação dos textos da Torah, no que tange à administração da justiça, não é feita em termos jurídicos, mas sim, em termos morais e proféticos.

Veja o exemplo dos termos proféticos, da cláusula: “culto a si mesmo, amantes de si mesmo.”

EZEQUIEL 34:1-14
“Veio a mim a palavra do Eterno, dizendo: Filho do homem profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Elohim: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque. Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Eterno: Tão certo como eu vivo, diz Elohim, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e se tornaram pasto para todas as feras do campo, por não haver pastor, e que os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas, portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Eterno: Assim diz Elohim: Eis que eu estou contra os pastores e deles demandarei as minhas ovelhas; porei termo no seu pastoreio, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que já não lhes sirvam de pasto. Porque assim diz Elohim: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão. Tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos diversos países, e as introduzirei na sua terra; apascentá-las-ei nos montes de Israel, junto às correntes e em todos os lugares habitados da terra. Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem e terão pastos bons nos montes de Israel.”

ZACARIAS 11:3-17
“Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eis o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão! Assim diz o Eterno, meu Elohim: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança. Aqueles que as compram matam-nas e não são punidos; os que as vendem dizem: Louvado seja o Eterno, porque me tornei rico; e os seus pastores não se compadecem delas. Certamente, já não terei piedade dos moradores desta terra, diz o Eterno; eis, porém, que entregarei os homens, cada um nas mãos do seu próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei das mãos deles. Apascentai, pois, as ovelhas destinadas para a matança, às pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra, União; e apascentei as ovelhas. Dei cabo dos três pastores num mês. Então, perdi a paciência com as ovelhas, e também elas estavam cansadas de mim. Então, disse eu: não vos apascentarei; o que quer morrer morra o que quer ser destruído, seja, e os que restarem, coma cada um a carne do seu próximo. Tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos. Foi, pois, anulada naquele dia; e as pobres do rebanho, que fizeram caso de mim, reconheceram que isto era palavra do Eterno. Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata. Então, o Eterno me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do Eterno. Então, quebrei a segunda vara, chamada União, para romper a irmandade entre Judá e Israel. O Eterno me disse: Toma ainda os petrechos de um pastor insensato, porque eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas e lhes arrancará até as unhas. Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá.

Os resultados são desastrosos para as ovelhas: se tornaram corruptas, não aprendem a prática da justiça, e se espalham nos campos da vida, sem nenhuma direção ou propósito.

O apóstolo Paulo em I Co 15:34-50, nos convida a despertamos para a Justiça.

I CORÍNTIOS 15:34-50
“Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Elohim; isto digo para vergonha vossa. Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm? Insensato! O que semeias não nasce se primeiro não morrer; e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. Mas Elohim lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado. Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes. Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor. Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. Isto afirmo irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Elohim, nem a corrupção herdar a incorrupção.”

Paulo está chamando a atenção para “despertarmos para a justiça” – uma alusão à idéia de que devemos sair do estado de tonteira e vertigem provocada por nosso comportamento sensual, e não pelo álcool e das nossas ações que só satisfazem à carne. Tudo isso, porque ainda não morremos; nossa natureza carnal ainda está viva! Continuamos contestando a Torah que diz:

DEUTERONÔMIO 32:39
“Eu, Eu, Eu sou Ele; sem outro Elohîms comigo. Eu faço morrer e faço viver, mutilo e curo. Contra minha mão nenhum socorro.” *Transcrito do original hebraico.
Negamos a ressurreição dos mortos. A verdadeira vida só começa com a morte do “eu”. O apóstolo Paulo explica com clareza sobre ressurreição dos mortos, confessando solenemente que:
“Eu vos declaro que cada dia eu morro...” (I Co 15:31)
“Voltai à sobriedade e não pequeis...”, ou seja: acordai para a prática da justiça e não pequeis mais... (I Co 15:34a)

Na qualidade de indivíduos “sensuais” dificilmente tais pessoas suportarão a disciplina, pois não se submetem. O apóstolo Judas descreve “os sensuais” aqueles que provocam divisões e que não têm o Espírito Santo. Confira:

JUDAS 1:17-19
“Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Yeshua, O Messias, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas paixões ímpias. São estes os que promovem divisões, *sensuais, que não têm o Espírito.”
*Sensual – Do grego PSUCHIKOS – não espiritual, ou seja, sensual, carnal, animal aquilo que é vinculado ao corpo físico. Natureza sensual, com sua dependência dos desejos e das paixões.

Devemos ser sinceros, ponderados e refletir com muita prudência; e não agir pelo instinto. É necessário refletir qual das duas atitudes humanas (muito populares) eu devo escolher. Essas atitudes estão descritas em:

MATEUS 20:20-21:
“Então, se chegou a Ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, fez-lhe um pedido: Perguntou-lhe Ele: Que queres? Ela respondeu: Concede que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda no Teu reino.”

Segundo Marcos (Cf. Mc 10:32-45) os filhos de Zebedeu são Tiago e João.
“Estavam a caminho, subindo para Jerusalém, e Yeshua ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Yeshua, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios; hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará. Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre queremos que nos concedas o que te vamos pedir. E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Mas Yeshua lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber e ser batizados com o batismo que estou para ser batizado? Responderam-lhe: podemos. Tornou-lhes Yeshua: bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado; quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado. Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João. Mas Yeshua, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

Segundo a tradição, a mãe de Tiago e João, chama-se “Shelomit” e é irmã de Mirian mãe de Yeshua. Sua pretensão se fundamenta no fato de que, sendo tia de Yeshua, seus filhos deveriam ter proeminência (superioridade) no reino restaurado em sua glória. A mulher, sem dúvida, ignora que Yeshua caminha lúcido em direção à morte. Pela resposta de Yeshua em (Mt 20:22)podemos analisar:

MATEUS 20:22
“Yeshua, porém, respondendo, disse: não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber e ser batizados com o batismo que estou para ser batizado? Responderam-lhe: podemos”.

O cálice seria o sofrimento; a dor pelo pagamento e pela libertação de muitos prisioneiros, soldados e escravos. Aqui, o preço de resgate é com sua própria vida. O batismo significa: quando descemos às águas morremos para o mundo, morre nossa sensualidade, e ressurgimos em novidade de vida.

ROMANOS 6:3-4
“Ou não sabeis que todos quantos forem batizados em Yeshua, fomos batizados em sua morte? De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Yeshua, ressurgiu dentre os mortos, (ressurreição dos mortos) pela glória do Pai, assim andemos nós em novidade de vida.”

Assim encontramos no texto, explicitamente, qual sugestão Shelomit provocava para seus filhos. Ela exteriorizou sua intenção de garantir para Tiago e João uma supremacia governamental futura. Assim, Shelomit pensava assegurar a felicidade dos filhos. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal (sensual) e diabólica”. TIAGO 3:15

Toda preferência tem conseqüências com frutos resultantes das nossas escolhas. Qualquer que seja nossa escolha, por opção, beberemos dos cálices; ou o cálice da ira de Elohim ou o cálice da salvação.

Primeira Escolha:
Servidão dos povos, sob o reinado do império cruel deste mundo, cuja conseqüência é necessária e evidente: a dessacralização do homem, ou seja, tirar-lhe a qualidade de sagrado e profaná-lo. Conseqüentemente o resultado desta preferência, o fruto dela será o cálice da fúria Divina.

JEREMIAS 25:15:27
“Porque assim me disse o Eterno, o Elohim de Israel: Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar. Para que bebam, e tremam, e enlouqueçam, por causa da espada que eu enviarei para o meio delas. Recebi o cálice da mão do Eterno e dei a beber a todas as nações às quais o Eterno me tinha enviado: a Jerusalém, às cidades de Judá, aos seus reis e aos seus príncipes, para fazer deles uma ruína, objeto de espanto, de assobio e maldição, como hoje se vê; a Faraó, rei do Egito, a seus servos, a seus príncipes e a todo o seu povo; a todo misto de gente, a todos os reis da terra de Uz, a todos os reis da terra dos filisteus, a Asquelom, a Gaza, a Ecrom e ao resto de Asdode a Edom, a Moabe e aos filhos de Amom; a todos os reis de Tiro, a todos os reis de Sidom e aos reis das terras dalém do mar; a Dedã, a Tema, a Buz e a todos os que cortam os cabelos nas têmporas; a todos os reis da Arábia e todos os reis do misto de gente que habita no deserto; a todos os reis de Zimri, a todos os reis de Elão e a todos os reis da Média; a todos os reis do Norte, os de perto e os de longe, um após outro, e a todos os reinos do mundo sobre a face da terra; e, depois de todos eles, ao rei da Babilônia. Pois lhes dirás: Assim diz o Eterno dos Exércitos, o Elohim de Israel: bebei, embebedai-vos e vomitai; caí e não torneis a levantar-vos, por causa da espada que estou enviando para o vosso meio.”

LAMENTAÇÕES 4:21
“Regozija-te e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz; o cálice se passará também a ti; embebedar-te-ás e te desnudarás.”

APOCALIPSE 14:10
“... também esse beberá do vinho da cólera de Elohim, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.”

APOCALIPSE 16:19
“E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Elohim da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira.”

APOCALÍPSE 17:14
“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Eterno dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.”

APOCALIPSE 18:6
“Dai-lhe em retribuição como também ela retribuiu, pagai-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturai dobrado para ela.”

Segunda Escolha
A liberdade com anulação de si mesmo, morte da vida sensual (animal); do culto a si mesmo. Quando isso acontece, nossas preferências mudam, somos transformados, quando procuramos servir uns aos outros; assim, a palavra que Yeshua ensinou a Shelomit tem valor para nós.

MATEUS 20:26-28
“Não será assim entre vós; pelo contrário, todo aquele que, entre vós, quiser tornar-se grande, seja vosso servo, e quem dentre vós quiser ser o primeiro, seja nosso escravo tal como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em regate por muitos.”



A segunda virtude que nasce e cresce em nós quando anulamos a nós mesmos, é a consciência de que o sofrimento está intimamente ligado à vocação de Israel e a Igreja.

ISAÍAS 49:10-11
“Vê, eu te purificarei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição. Por amor de Mim, por amor de Mim faço isto. Como seria profanado o meu nome? A minha glória não a darei a outro.”

JEREMIAS - LAMENTAÇÕES 3:1
“Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor.”

JOÃO 16:33
“Disse-vos estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo.”

Yeshua bebeu o cálice que o Eterno colocou diante d’Ele, cônscio de suas obrigações e sofrimentos.

MATEUS 26:39
“E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”

O salmista de volta ao banquete da vida por gozar de uma liberdade, agora completa, expressa seu sentimento com cânticos e ações de graças traduzidas assim:

SALMO 116:12-15
“Que darei eu ao Eterno, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e o invocarei o nome do Eterno. Pagarei os meus votos ao Eterno na presença de todo o seu povo”.

Ele anuncia por meio de idéias e palavras a anulação de si mesmo e declara que o Eterno tem prazer na morte da natureza sensual e animal dos seus santos.

Patrick
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default Re: “Fazei, pois morrer, a vossa natureza carnal...” (Cl 3:5a)

Mensagem por EMBAIXADOR DO REINO em Qui 10 Fev 2011, 10:44 am

Shalom

um dos textos mais lindo que eu acho que relação a fazer morrer a nossa carne onde nos coloca como Dominadores é o que sito a seguir...

Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo." Gênesis 4:7

não há nada mais verdadeiro do que isso , dominar o Pecado a Nossa inclinação ao Mal e fazer sobressair a nossa inclinação ao Bem ...

Carnalidade deve ser tratada Assim como D'us Ordenou fazer ...

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default Re: “Fazei, pois morrer, a vossa natureza carnal...” (Cl 3:5a)

Mensagem por Pereira em Qui 10 Fev 2011, 4:20 pm

Sim amados, as decisões que tomamos irão determinar o aspecto e a conformação que nossa vida terá. Em alguns casos, essa relação é óbvia. Encontramo-nos numa encruzilhada bem clara e distinta e ali de forma consciente e deliberada, tomamos a resolução de virar à direita, ou de seguir em frente. Desse tipo de escolha nós gostamos.

Algumas decisões situam-se bem à nossa frente, e temos muito tempo para pensar nelas, antes de alcançarmos encruzilhada. Outras, porém, como que se abrem de repente, a nossos pés, exigindo de nós uma decisão imediata.

Em momentos assim, quando uma crise surge de repente, sem qualquer espécie de aviso, o que importa não é o que sabemos, mas a quem conhecemos. E a pergunta mais importante a ser feita não é “será que estou indo na direção certa?” mas, sim, “será que estou caminhando com o guia?”.

Aquela pessoa que vive a vida sempre em função de si mesmo - segundo suas próprias opiniões - vai ficar apavorado diante de uma crise. Uma conversão na direção errada pode alterar toda uma existência.

Para exemplificar o principio exposto a cima, tomaremos como exemplo dois personagens Bíblicos muito conhecidos. Dois homens – Shaul e Daud – Os dois chegaram a uma encruzilhada ao mesmo tempo, e ali se separaram. Um deles alcançou as alturas, recebeu honras jamais igualadas, enquanto o outro, infeliz e destroçado, caiu nos abismos do esquecimento.

E os dois tinham recebido os mesmos privilégios, as mesmas oportunidades; tinham a mesma formação, recebido as mesmas benção grandiosas. E no entanto somente um deles foi honrado.

Decisões! Durante toda a nossa vida encontramos decisões difíceis a serem tomadas; decisões irreversíveis. No caso de Shaul e Daud, foram algumas decisões momentâneas que ocasionaram a diferença no destino final deles. Não foi o ambiente em que viviam. Não foram seus pais, nem a criação que tiveram. Foram as decisões que fizeram em momentos críticos. E se pensarmos bem, são essas decisões que determinam nosso rumo também.

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